Dia Internacional de Combate à Homofobia

Um dia de extrema importância.

Há 27 anos, a homossexualidade deixava de ser considerada doença pela Organização Mundial de Saúde. Vou repetir: há menos de 3 décadas atrás, ser gay ainda era considerado um desvio mental. E essa foi a data escolhida para representar o “Dia Internacional de Combate à Homofobia”

Eu, Alexandre, sempre me achei muito privilegiado por “só” sofrer homofobia por meio de palavras. Quando se vive em um mundo em que se apanha por demonstrar amor, sua cabeça é condicionada a pensar “que bom que ele só me chamou de bicha, poderiam ter me dado um soco” ou “ufa, ainda bem que eles só me chamaram de viado e saíram rindo, já imaginou se todos tivessem se juntado e acabado comigo?”. A gente segue com umas sequelas mentais e fica grato por não terem sido físicas, e isso é extremamente fodido.

Enquanto esse texto está sendo produzido, têm milhares de jovens pensando em se matar porque parece o caminho mais fácil pra se livrar da dor. Tem jovens que estão sofrendo opressão dentro de casa – sim, familiares podem ser extremamente opressores e pai, mãe e irmão não tem passe livre por ser “sangue do nosso sangue”. Tem jovem sofrendo na escola. Tem gente morando em países em que ser LGBT não é considerado apenas uma doença, como também é um crime.

Além de lutar por nós como indivíduos, precisamos lembrar que essas pessoas sofrem, que precisam muito do nosso apoio e que precisamos lutar também por nós como coletivo.

A data serve como um reforço do que precisamos fazer todo dia: perseverar pela nossa existência.


Posicione-se. Lute. Resista.