Personagens criados para adaptações.

Novas mídias, novos personagens.

Quando uma história sai de seu meio de origem e passa por uma adaptação, sabemos o que esperar: basicamente muitas, muitas mudanças nos plots. Esse é um modo de manter as histórias ocorrendo em modo paralelo e manter o público interessado nas duas timelines. Mas, e quando um personagem que nunca sequer apareceu na história inicial é inserido na sua adaptação? É esse o tema do Top5 dessa semana.

Daryl Dixon (The Walking Dead)
Começamos a lista com nosso redneck favorito do universo apocalíptico criado por Robert Kirkman. A graphic novel, que foi transportada pra TV e que já está em sua 6ª temporada, não possui o personagem que caiu nas graças do público – parcialmente por culpa de Norman Reedus, que nos entregou um personagem todo torto, porém extremamente humano.


Norman Reedus: Selo “qui homão da porra”


Jessica Hamby (True Blood)
Um dos conceitos mais interessantes que True Blood trouxe é a interação entre cria-criador. Podemos ver isso entre Godric e Eric, Eric e Pam e, posteriormente, entre Pam e Tara. Mas uma das melhores interações “paternais” na série é entre Bill e Jessica, coisa que não poderia acontecer na história original, uma vez que a cria vampírica de Bill Compton não existe no universo dos livros. Se você, assim como eu, acompanhou apenas a série de TV e não os livros, responda sinceramente: consegue imaginar um mundo onde nossa adolescente vampira e rebelde nunca existiu? Ou que o romance dela e Hoyt nunca tenha acontecido? Dificil.

O melhor é ver o crescimento de uma adolescente que nunca vai envelhecer


Chloe Sullivan (Smallville)
Há muito tempo atrás, “Superman” ganhava uma hq que abordava seus dias de adolescente em ~Pequenópolis~. Lá, ele passava os dias trabalhando na fazenda de seus pais, Jonathan e Martha Kent, nutria uma paixão por uma ruiva (?) chamada Lana Lang, e tinha um colega de classe chamado Pete Ross. Sentiu falta de alguém? Pois é.
Nos quadrinhos que foram inspiração para o surgimento da série de TV, não havia Chloe Sullivan. A personagem, que foi introduzida como amiga com veia jornalística – e que mais tarde se revelaria prima de Lois Lane – parece ter sido idealizada como um modo de manter a conexão entre Clark Kent e o jornalismo. O sucesso da personagem foi tão grande que ela ganhou sua própria web-série, alguns livros young adult e posteriormente foi inserida no universo canon da DC, nas histórias de Jimmy Olsen.

very popular opinion: Chloe > Lois > Lana


Paige McCullers (Pretty Little Liars)
Que a história de Pretty Little Liars é zoneada nos livros não é segredo pra ninguém- e ouso dizer que foi uma das primeiras vezes que achei a adaptação superior ao original. Na série de TV, Emily (Shay Mitchell) tem uma relação melhor com sua sexualidade do que nos livros (onde ora ela se identifica como bissexual, ora como confusa), e parte disso é por conta de seu relacionamento com Paige (Lindsey Shaw), personagem criada para a série e com quem Emily tem um dos mais longos envolvimentos.

Paily: OTP de Pretty Little Liars


Harley Quinn (Batman)
A palhaça mais amada do mundo não surgiu nas histórias originais do Batman (que acontecem nos quadrinhos desde 1939 ), mas sim em sua versão animada! O debut da personagem foi em 1992, onde ela fez uma breve aparição em Batman: The Animated Series como a sidekick e par “romântico” (argh) do Coringa. Mas a aceitação da personagem foi tanta que ela migrou para o universo das HQ’s, crescendo tanto sua popularidade a ponto dela integrar o time de vilões-heróis e posteriormente ganhar sua revista solo. Em 2016, pudemos ver um pouco mais da personagem nos cinemas, interpretada brilhantemente pela Margot Robbie (e o sucesso foi tanto que já foi confirmado que ela ganhará um filme solo)

Vem com tudo e ARRASA no filme solo, Margot!


Não tem como negar: eles funcionam tão bem em seus universos e tem tanta importância que às vezes chega a ser triste eles não existirem nas histórias originais.
Sentiu falta de alguém nessa lista? Comenta aí embaixo!