Tudo bem não estar tudo bem.

Vamos falar sobre insatisfação?

Walt Disney foi demitido de um jornal por não ter boas ideias antes de abrir seu conglomerado. JK Rowling obteve vários “nãos” antes de conseguir publicar Harry Potter. Steven Spielberg não conseguiu entrar na escola Escola de Teatro, Cinema e Televisão da Universidade do Sul da Califórnia três vezes seguidas. Einstein só aprendeu a falar as 4 anos de idade e a escrever com 7. Você já deve ter visto alguma dessas informações nas redes sociais ou em alguma matéria sobre os segredos de pessoas bem sucedidas, ou ouviu de algum “líder” que quer te motivar a (fazer a empresa dele crescer ainda mais) crescer cada vez mais, para parar de ser um chorão e ter força. Mas sabe quando você satura disso?

Tornamos tudo uma competição atualmente, e com as redes sociais a intensidade aumentou; vivemos a mercê de ver quem possui a pior – ou a melhor – vida o tempo todo. Você abre o LinkedIn para ver histórias de superação no âmbito profissional; o Instagram para ver as fotos de antes-e-depois que os perfis fitness compartilham e as fotos de quem emendou o feriado prolongado; o Twitter é a terra das tiradas rápidas e inteligentes, e o Facebook sempre traz uma opinião muito inteligente a respeito de tudo. E tudo isso te deixa pensando “onde eu errei e porquê minha vida ainda não está maravilhosa desse jeito?”

E aí entra a pressão das gerações anteriores à nossa, que fazem questão de dizer que somos preguiçosos e que na nossa idade eles já possuíam casa, carro e um casamento estável beirando às bodas de madeira (mas é claro que eles se esquecem que hoje o ensino superior se tornou um novo colegial; é necessário ter no currículo pelo menos um MBA e falar inglês fluentemente, além um intercâmbio fora do país, para conseguir um emprego PJ onde vai efetuar três funções diferentes e provavelmente não ganhará o bastante pra manter um aluguel).

Aliás, o que mais existe são pessoas que “sabem” como lidar com os problemas das outras pessoas. A problemática de toda essa exposição constante nos fez obedecer uma régua que é baseada somente na experiência (positiva) de outras pessoas, não levando em consideração nossa própria vivência.

Não, não estou dizendo que não precisamos nos movimentar para conseguir nossos objetivos.
Estou dizendo que é necessário respeitar nosso próprio tempo e limites. No fim, nossa saúde – física e mental – é a única coisa que possuímos de fato.

Está tudo bem em não estar tudo bem.
Você não precisa ter todos os seus objetivos já concluídos por que outras pessoas conquistaram tudo na sua idade.
Você pode estar infeliz e não precisa sentir vergonha em pedir ajuda.
Tá tudo bem em não estar tudo bem, contanto que você saiba que uma hora irá ficar.

Alexandre

Tem muito a dizer, na maior parte do tempo.