“Out Of The Woods”: términos e a jornada de autodescoberta.

A regra é clara: O fim é sempre o (re)começo.

A verdade é que sou fissurado por Taylor Swift desde o lançamento de “Red”, onde ela flerta com o pop sem abandonar completamente suas raízes do country. O álbum “1989” leva o ano de nascimento da cantora no título e uma sonoridade completamente pop em todas as suas músicas.

Taylor, marcada por um histórico amoroso onde constam diversas figuras famosas, traz mais uma vez seus relacionamentos pra dentro da música de um modo completamente diferente do que estava acostumada, com letras ligeiramente mais maduras do que sua fase teen-country. Em especial, Harry Stiles, integrante do One Direction, com quem ficou por apenas 6 semanas.

Grande parte das letras são a respeito do namoro com o rapaz. Quem acompanha as notícias do mundo pop sabe que Haylor era uma casal extremamente rentável, e a mídia explorava bastante isso. Portanto é possivel criar paralelos entre as notícias sobre os dois e as situações descritas nas músicas.

O colar do qual ela tanto fala foi dado por ele

Faltando menos de uma semana para a virada do ano, Taylor surpreendeu a todos com a notícia de que Out Of The Woods seria seu próximo single e que o lançamento seria às 00h do Reveillon. Alguns fãs se revoltaram por conta da escolha; todos apostavam em músicas como Clean, I Know Places e há quem também apostava em New Romantics, faixa dançante e extra que finaliza a versão deluxe do álbum. Mas o que a cantora entregou excedeu todas as expectativas – ao menos as que eu tinha.

fotografia: tá de parabéns

Out Of The Woods é, talvez, uma das músicas que mais exprime o que é estar em um relacionamento fadado ao fracasso. De acordo com Taylor, é sobre estar em um namoro “na corda bamba” – daqueles que você passa o tempo todo pensando “Vamos terminar agora? Está tudo bem?”. Mas o vídeo, ao contrário do que eu esperava – uma versão 2.0 de I Knew You Were Trouble – não foca no fim da relação, e sim no fato que somos obrigados a olhar pra dentro quando o fim eminente chega.

é meio como se afogar

Muitas vezes, um namoro fica extremamente frágil por inúmeras razões. Você passa a temer que aquilo acabe pois, por algum tempo, a pessoa com quem você está é tudo o que você conhece – um ano passa a parecer uma vida, os amigos que você possuem em comum ganham uma importância grande na sua vida e talvez no caminho você deixe muita coisa pra trás.

Passar por um término é como estar em uma floresta no meio de uma tempestade, enfrentar incêndios, sobreviver a nevascas e uma porção de sentimentos que são como desastres naturais sozinho. Sim, as pessoas que te amam estão ali pra te auxiliar nesse momento difícil, mas você precisa se resgatar. É necessário ganhar sua individualidade novamente, desenvolver habilidades de que você não possuía ou havia perdido.

“tô na lama” até vira uma expressão comum

Quando o amor que você construiu acaba, você precisa voltar pra si mesmo. É um processo lento e doloroso? Certamente. Mas, acima de tudo, é uma jornada interna, em que você passa por um período de autodescoberta único, e tem a oportunidade de crescer com isso ou não. Só depende de você.

E em algum ponto, você acaba se reencontrando.

Alexandre

Tem muito a dizer, na maior parte do tempo.