Ele.

O conto de um (completo) apaixonado.

Foi após a virada de ano que ele apareceu, desprentensiosamente curtindo algumas fotos no Facebook sem nem ao menos me adicionar. Foi um movimento ousado que talvez tivesse me enfurecido em outras eras, mas é humanamente impossível ficar chateado com aquele par de olhos e aquele tórax peludo que me encaravam na foto de perfil. Pensei “O que tenho a perder?” ao apertar o botão para adicionar. Na época eu não sabia, mas aquela seria uma das melhores coisas que eu faria esse ano.

Eu, que nunca tinha entrado em um avião antes do ano começar, sou perito em ofertas do decolar.com. O que viria a ser um carnaval em casa foram 4 dias maravilhosos onde eu pude conhecê-lo e mostrar um pouco do que eu sou: todo bagunçado, mas alguém que é cheio de amor. E o que seria um amor de feriado vem perdurando firme nos últimos meses.

Nós ainda não brigamos, mas divergência de opiniões não é um problema; ele tem a capacidade de conversar e de argumentar bem sem ofender a outra pessoa. Ele é tão emocional e ao mesmo tempo tão pé no chão. Não se envergonha de quem é, e sabe quem quer ser. É sensível, empático e extremamente esforçado e, ao mesmo tempo que tem uma fúria quando se trata de injustiças.

A data em que eu terei o prazer de vê-lo é em janeiro, e não tem um dia que eu não sinta falta física dele: poder abraçar, beijar e ficar deitado no peito mais gostoso que existe. Mas eu sei o quanto a espera vale a pena: ele é um daquelas pessoas que aparecem de tempos em tempos e que nos fazem de fato acreditar em tudo o que as músicas dizem a respeito do amor: principalmente que ele existe.

Parabéns, big guy. Eu não vejo a hora de te encontrar novamente.

Alexandre

Tem muito a dizer, na maior parte do tempo.