10 vezes em que Chanel Oberlin representou seu “eu” universitário

Tem dias que só o lado bitch ajuda.

Farei aqui uma confissão: eu não achei Scream Queens tão maravilhosa assim. A série, que mescla terror ecomédia nonsense, não foi o melhor achado que fiz na vida (e aproveito pra atribuir minha decepção ao Ryan Murphy, que é a pessoa ideal pra estragar as expectativas alheias). Mas é impossível não idolatrar Chanel Oberlin, interpretada pela Emma Roberts. Ok, ela sempre vai ser conhecida pelos papeis de menina má que faz na tv e no cinema, mas, dessa vez, ela interpreta magistralmente uma megera que preside uma fraternidade de garotas. E é aí que talvez possamos nos identificar com a personagem: nos momentos de drama que a vida universitária nos oferece. Vamos ver quantas vezes Chanel foi nosso espírito animal na faculdade?

Quando você precisou enfrentar o primeiro dia de um novo semestre.

Imagens de dor e sofrimento

A gente sabe como é voltar pra mais um semestre de aula. Ao contrário do que a tv costuma vender, a experiência universitária não se parece tanto assim com American Pie. São muito menos noitadas de festa e muito mais xerox, hot dogs com preço inflacionado e noites lendo materiais pra aula do dia seguinte. E o que a gente faz? Engole o choro e continua.

Quando você se lembra que não respondeu aquele email do seu orientador… até agora.

A velha mania de escrever e não enviar

O orientador do TCC te mandou aquele e-mail esperto na quinta, e seu fim de semana foi regado à leitura, dor de dente, leitura, cochilo, um episódio aleatório de Friends, mais leitura e uma pausa pra comer e mais leitura. Você tem plena certeza que digitou uma resposta – mas só na segunda durante a aula é que se dá conta que o e-mail continua nos seus rascunhos, pois você não clicou em “enviar”.

Quando você precisou interagir com ~aquela pessoa desagradável.

Vamos marcar uma hora dessas de não fazer mais isso de se falar?

É um fato: você não precisa gostar de todo mundo o tempo todo – seja na faculdade, no trabalho, na vizinhança… O problema é que, em alguns locais, a convivência é obrigatória e por vezes a interação é necessária. E tudo o que você pode fazer é demonstrar toda sua educação gelada – e seu desprezo total.

Quando interrompem o professor pra fazer aquela constatação imbecil

Da série: qual a necessidade disso?

Toda sala tem um embuste que precisa interromper o professor pra mostrar que tem conhecimento em diversos assuntos e que além de tudo é poliglota – fala português, inglês, merda, bobagens e várias asneiras. Apesar de não ter nada de útil pra adicionar, o (ou a) infeliz precisa interromper a aula pra ter seu momento pessoal infla-ego.

Quando alguém faz uma pergunta desnecessária no meio da sua apresentação.

Pra quê? PRA QUÊ?

Tá autoexplicativo. Até uma pessoa que não faz parte do meio acadêmico conseguiria entender cada um daqueles slides que você está apresentando. Mas alguém vai parar sua apresentação no meio pois “perdeu um slide” ou “não entendeu um dos casos apresentados“. Geralmente é o mesmo ser humano que causa a situação descrita acima, em mais uma demonstração de ego inflado.

Quando o professor diz que você ficou de exame

Vamos ver, queridinho.

Aqui, te bate aquele misto de gêmeas de novela mexicana: na descida para o intervalo, te baixa a Paola Bracho e você cria planos mirabolantes pra mudar sua nota, amaldiçoa até a 7ª geração do professor e diz algumas palavras não muito gentis…

E então você descobre que realmente vai ter que refazer a prova por 0,25 pontos

Professor me dá 0,5 eu nunca te pedi nada

… Já na volta, quem dá as caras é a Paulina, e você se mostra triste, arrependido e usa todas as tragédias pessoais pra tentar reverter o quadro (e é claro que não vai funcionar e na semana seguinte você estará na mesma sala de aula, orando pra não pegar uma DP.)

Quando você passa na padoca e seu cartão dá “transação não autorizada”

Como assim, Jesus?

Sua aula acabou, o dia não foi maravilhoso e tudo o que você quer é se afundar em uma coxinha de frango com catupiry e uma lata gelada de coca-cola. E é aí que o seu cartão dá aquele probleminha. Seu coração paralisa e sua taquicardia ataca com a ideia de que você vai precisar ir até o banco solicitar um cartão novo – e ficar sem sua comfort food da noite.

O word trava quando você já fez duas páginas do artigo… e esqueceu de salvar.

sangue de jesus tem poder, tem poder, tem poder

3h da manhã. O artigo que você está trabalhando incessantemente nas últimas horas está impecável. E então… o computador trava. Não importa de qual religião você é e em qual Deus você acredita: Jeová, Shiva, Zeus, Oxalá… sua primeira atitude vai ser cair de joelhos e implorar por misericórdia – por que começar aquilo de novo… é preferível a morte.

Quando não aceitam aquele curso extracurricular como atividade complementar

OI?

Foram meses acordando cedo no sábado pra conseguir aquele certificado maneiro. Mas ao chegar na secretaria, você é informado de que o curso não garante as horas complementares pois não tem tem relação com seu curso ou por que você iniciou ele em outro semestre e portanto perdeu a validade. Sua vontade? Gritar com a atendente, a mãe da atendente, os avós dela… e todas as 10 gerações que a antecedem.

E você? Qual a situação na vida universitária te deu vontade de fazer a Chanel? Deixa nos comments abaixo!

A Chanel em mim saúda a Chanel em você ;*

  • Ismael

    ADOREI